O Propósito das nossas Batalhas - Kris Vallotton

Fevereiro 19, 2016

Força na Fraqueza

É importante realçar que o diabo deixou Jesus sozinho até ter “uma oportunidade”. Satanás é um oportunista. Com frequência e estrategicamente, ele espera que estejamos com fome, fracos ou cansados para atacar. Apesar do diabo tolo, ele não é estúpido. Mas o Espírito Santo é o mais brilhante estrategista. Ele sabia que o caminho mais fácil para fazer com que Satanás caísse na Sua armadilha era enfraquecer Jesus. E o plano funcionou na perfeição!

A principal estratégia de Cristo no deserto foi o jejum. Não faz muito sentido colocares-te a ti mesmo numa situação onde estás com fome, fraco e vulnerável antes de enfrentares o inimigo – a não ser que percebas que o objectivo do deserto é desvendar a infalível habilidade que Deus tem de te livrar. Essa foi a razão porque Jesus jejuou. Ele quis remover qualquer tentação que Ele possa ter para que pudesse derrotar o inimigo com a Sua própria força. Depois de quarenta dias, tudo o que sobrou foi uma opção – a força de Deus, ou a oferta de um falso poder pelo diabo. Na Sua fraqueza, Jesus simplesmente recusou-se a ouvir o que o diabo tinha para dizer e confiou a sua vida totalmente a Deus. Como Judas disse, Deus “é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” (Judas 24). É a nossa responsabilidade confiar em Deus. É responsabilidade Dele nos livrar, proteger e salvar.

Níveis Maiores, Diabos Maiores

Um velho dizer que continua a circular no Corpo de Cristo: “Níveis maiores, diabos maiores.” O ditado basicamente significa que sempre que Deus promove alguém, Ele expõe esse alguém a mais assaltos demoníacos. Campos Cristãos na verdade acreditam que doenças, conflito relacional e problemas são sinais de que tu estás a ser promovido. O que estas pessoas falham em reconhecer é que quando Deus te promove, Ele também te protege.

Pensa bem: A pessoa mais protegida dos Estados Unidos é o nosso presidente. Ele recebe essa protecção ao mesmo tempo que ele recebe a promoção. Ninguém no seu perfeito juízo aceita o lugar de presidência sem a protecção que essa promoção exige. Quanto mais Deus, que tem legiões de anjos ao Seu dispor, para proteger as pessoas que Ele promove? Claro que ninguém, não importa o estatuto no Reino, está immune aos problemas da vida ou às fraquezas humanas. Foi por isso que Paulo escreveu,

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então sou forte.” 2 Coríntios 12:9–10

Deus não quer que a nossa confiança seja na nossa própria capacidade. Filipenses 3:3 fala sobre isso, desta forma: “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e os gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.” É vital que coloquemos a nossa inteira confiança naquilo que Deus tem feito por nós. Justiça própria ou outras garantias que não vêm de Cristo só nos vai guiar a soluções temporárias que sempre nos prejudicam.

O Propósito das Batalhas

O propósito das batalhas no deserto é para testar e estabelecer a nossa fé. O apóstolo Tiago disse-nos, regozijei-vos nos problemas porque eles vão produzir em nós – a mesma maturidade e perfeição que Cristo mostrou quando dependeu completamente em Deus: “Meus irmãos, tende grande gozo quando caírdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé obra paciência. Tenham, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” (Tiago 1:2–4, ênfase adicionado).

Nostaste que as tribulações não testam o nosso carácter, elas testam a nossa fé? Fé é, fundamentalmente, um termo relacional – à primeira não está relacionado com o que tu acreditas, mas em quem tu confias. A batalha da nossa confiança é tão velha com a de Adão e Eva. No meio da batalha, pode parecer complexo, mas quando a poeira assenta e o fumo desaparece, a verdadeira guerra é sempre sobre a mesma questão — em quem é que acreditamos? Em quem é nós vamos ouvir, Deus ou o diabo?

Quando Adão e Eva pecaram no Jardim, eles não desobedeceram a Deus… eles obedeceram a Satanás. Em relação à árvore do conhecimento do bem e do mal, o Senhor tinha dito, “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.” Mas o diabo disse, “Certamente, não morrereis!” (Genesis 3:3–4). Eles decidiram obedecer ao diabo, em vez de, obedecer a Deus e comeram o fruto da árvore errada. Quando eles tomaram aquela decisão, eles mudaram de mestre. Tribulações são designadas para nos ajudar a determinar qual é que vai ser o nosso mestre, em quem nós vamos confiar, quem será o nosso Senhor e em que reino é que nós depositamos a nossa fé.

Para mais informações sobre este tema, lê o meu livro Spirit Wars.

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Já experimentaste a força do Senhor na tua fraqueza? Conta-me sobre isso, nos comentários abaixo.

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