4 Maneiras de Destruir as Fortalezas da Vergonha - Kris Vallotton

Setembro 17, 2015

Tal como foi discutido em artigos anteriores (Silenciar a Vergonha e Desconectar a Vergonha), vergonha é sentirmo-nos indignos. A culpa diz, “Eu fiz uma coisa errada,” enquanto a vergonha diz, “Eu não presto.”

A vergonha tem várias facetas, transmitindo diferentes mensagens doentias, persuadindo as suas vítimas a viver em segredo, silêncio e culpa – condenando-as, levando-as a viver uma existência aparentemente inevitável nas salas escuras da depressão, ansiedade, e isolamento.

Algumas pessoas tendem a ser atraídas pela vergonha (sempre a sentirem-se mal por elas mesmas), enquanto outros tentam evitar a vergonha (evitar a vergonha sempre que possível). Muitas pessoas vacilam entre os dois estados. Qualquer que seja o lado do espectro da vergonha que tu possas escolher, a vergonha sempre exige uma prescrição para anestesiar a dor.

Na tentativa de compensar a dor de nos sentirmos inferiores, insignificantes, deficientes, desconectados, sozinhos – sem esperança. Quando a nossa identidade e o nosso destino estão em causa, lidar com desafios da vida e as exigências do diabo torna-se cada vez mais difícil.

Nós fomos criados para nos sentirmos O.K. connosco mesmos. Quando nós não nos sentimos O.K., nós geralmente procuramos maneiras de confortar a nossa dor, e compensar as nossas imperfeições. A vergonha atrai comportamentos disfuncionais, muitas vezes resultando em vícios – tornado-se estes fortalezas que tentam sufocar a nossa vida, e a vida daqueles que nos rodeiam.

De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Droga, aproximadamente 23 milhões de pessoas são viciadas em drogas ou álcool. Não mencionando aqueles que são viciados em:

  • Pornografia, promiscuidade, adultério
  • Apostas
  • Comer ou beber em excesso, devorar comida, anorexia
  • Ir às compras
  • Fazer exercício
  • Recreação
  • Negócios
  • Trabalho
  • V.
  • Pessoas (Co-dependência)

Quando nós sentimos vergonha, nós procuramos contra-medidas para compensar o conforto que nós precisamos. Até que nós enfrentemos as realidades da vergonha, nós nunca poderemos vencer as fortalezas que nos estão a impedir de caminhar para a frente, completar, a nossa verdadeira identidade e destino.

A Síndrome da Vergonha

A vergonha coloca-nos num carrossel de promessas intermináveis, conduzindo-nos a más escolhas. Quando nós não nos sentimos O.K., nós sentimo-nos impotentes para acabar com a síndrome da vergonha levando-nos a destruir a nossa noção de bem-estar ainda mais.

Já-te apanhaste a ter esta conversa, vezes sem conta, na tua cabeça?

“Deus, peço desculpa”

“Aquela foi a última vez que eu fiz aquilo”

“Eu fiz outra vez”

 

“Deus, desculpa-me”

“Aquela foi a última vez que eu vou fazer isto”

“Eu não sei se eu consigo parar”

“Eu quero parar”

“Eu fiz outra vez”

 

“Deus, desculpa-me”

“Aquela foi a última vez que eu vou fazer aquilo”

“Eu fiz outra vez”

“Eu não posso dizer a ninguém”

“O que é que eles iriam pensar?”

“Eu estou sozinho”

 

“Deus, desculpa-me”

“Aquela foi a última vez que eu vou fazer isto”

“Deus, por favor, liberta-me”

“Eu fiz outra vez”

“Eu sinto-me tão mal – eu não presto”

“Eu não consigo mudar”

E o ciclo de arrependimento, determinação e resignação continua a puxar-nos para as profundezas do desespero e disfunção. Finalmente, as nossas tentativas fúteis leva-nos a uma visão fatalista sobre o nosso futuro, e esperança para a liberdade.

O problema é que nós geralmente lutamos os sintomas do problema, em vez de, lutarmos contra a raiz do problema.

Vencendo a Origem da Fortaleza

O facto é que nós podemos ser livres. Jesus disse, “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32).”

Para podermos ser livres de um ciclo de comportamentos aditivos e disfuncionais, nós temos de conhecer a verdade sobre a raiz do jugo que nos tem mantido em cativeiro.

Muitas vezes, nós estamos a declarar guerra contra o inimigo errado.

Enquanto vícios são inimigos da vida que Deus nos prometeu, a vergonha é aquela que é o General 5 Estrelas que domina sobre os exércitos dos vícios. A vergonha é a origem das fortalezas que existem nas nossas vidas. De forma a vencer a fortaleza dos vícios, nós temos de vencer a vergonha.

E mais que tudo, nós temos que identificar quais gatilhos que nos levam a agir de forma destrutiva e disfuncional.

4 SUGESTÕES PARA VENCER AS FORTALEZAS DA VERGONHA

  1. O que é que eu estou a sentir?

Identificar os nossos sentimentos, e as mensagens de vergonha que nos acompanham e desencadeiam comportamentos disfuncionais e aditivos, é essencial para nos tornarmos livres.

Quando alguém diz algo depreciativo em relação a nós; quando uma circunstância não acontece como nós queríamos; quando nós falhamos em algo que é importante para nós, nós geralmente conseguimos sentir uma variedade de mensagens humilhantes de vergonha. É importante discernir os sentimentos específicos associados a essas mensagens.

Eu recomendaria que desenvolvesses uma lista de sentimentos, e os memorizasses, para que os possas reconhecer quando eles aparecem.

Depois, não julgues o sentimento; lembra-te sentimentos não são certos nem errados – eles simplesmente existem. Reprimir, ignorar e condenar os nossos sentimentos não vai parar a dor ou apagar as mensagens de vergonha. Reconhecer e até aceitar os nossos sentimentos é o começo de descobrirmos o que é que nós na verdade precisamos para o nosso bem-estar.

  1. O que é que eu preciso?

Reconhecer as nossas necessidades não é uma busca egoísta. Sentimentos são indicadores de necessidades.

Sentirmo-nos tristes pode indicar que nós precisamos de conforto

Sentirmo-nos decepcionados pode indicar que nós precisamos de uma garantia ou segurança.

Sentirmo-nos irritados pode indicar que nós precisamos de compreensão

Sentirmo-nos culpados pode indicar que precisamos de perdão

Sentirmo-nos sem esperança significa que nós talvez possamos precisar de uma visão realizável

Sentirmo-nos deprimidos pode indicar que precisamos de paixão

Sentirmo-nos sozinhos pode indicar que precisamos de intimidade

Sentirmo-nos rejeitados pode indicar que precisamos de conexão

Nós fomos criados para ter as nossas necessidades supridas por Deus e pelos outros. Quando nós negamos ou desprezamos as nossas emoções – os nossos sentimentos, nós decidimos voar pelas tempestades da vida sem os instrumentos necessários para nos assistir na navegação até ao nosso bem-estar.

É importante que identifiquemos os nossos sentimentos e o que é que estes indicam.

Por exemplo, tu podes discernir que te sentes sozinho. Até esse momento, o mais importante a perguntar é: “O que é que os meus sentimentos estão a indicar?” “O que é que eu preciso?”

“Eu preciso:”

“Um abraço”

“Um amigo”

“Uma comunidade”

“Alguém que me ouça”

“Intimidade Sexual”

“Estar na presença de Deus”

  1. Controla o teu comportamento

Embora possamos avaliar com precisão os nossos sentimentos, e as necessidades, estas exigem que sejam cumpridas, também é importante procurar fontes de realização que nos levam ao nosso bem-estar.

Pergunta-te, “Qual será a melhor maneira de suprir aquela necessidade?”

Procurar soluções razoáveis para satisfazer as nossas necessidades é crucial quando estamos a destruir as fortalezas pois a vergonha nos leva ao mal-estar.

Fazer boas escolhas com base nas consequências da causa e efeito é a chave para resolvermos os problemas de forma saudável.

Pergunta-te:

“O que é que este comportamento me vai custar?”

“Como é que esta opção vai afectar a minha família, amigos, e comunidade?”

“Como é que esta escolha cria um bem-estar permanente?”

“Como é que esta decisão vai impactar o meu destino futuro?”

  1. Pede ajuda

Ninguém é uma ilha. Nós não conseguimos destruir as fortalezas da vergonha sozinhos. Se nós pudéssemos, nós já o teríamos feito! Nós precisamos da ajuda de Deus; nós precisamos da ajuda dos outros.

Eu quero te encorajar a começar a:

  1. Corre o risco de pedir, ir à procura
  1. Sê vulnerável e partilha as fortalezas da vergonha, relembrando-te que a verdadeira força é encontrada na fraqueza.
  1. Encontra um sistema de suporte que te possa ajudar a crescer em fé, autenticidade, prestação de contas, e um sentimento de amor e aceitação.
  1. Rodeia-te de pessoas que te encorajam a caminhar na tua verdadeira identidade e destino.

Tu foste criado para prosperar na vida, experimentando uma sensação de bem-estar e medida crescente.

Eu quero te encorajar:

Não te conformes com algo inferior

Tu mereces o melhor

Tu mereces e vales a pena!

Eu gostaria imenso de ouvir os teus comentários sobre, como este artigo tem impactado a tua vida. Se te encorajou, lembra-te de o partilhar com os teus amigos, e fica à espera de mais artigos no tópico da Vergonha.

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